Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, escola do bairro de Ramos, foi fundada em 6 de março de 1959 pelo farmacêutico Amaury Jório juntamente a alguns sambistas da Zona da Leopoldina e remanescentes da extinta agremiação Recreio de Ramos.

 

Seu nome faz referência à Estrada de Ferro Leopoldina - que cortava o bairro de Ramos - e que, por sua vez, recebeu esse nome em referência à Imperatriz Maria Leopoldina de Áustria. Suas cores foram escolhidas em referência à sua escola-madrinha, Império Serrano. Em seu pavilhão, onze estrelas simbolizam os bairros que compõem a Zona da Leopoldina: Benfica, Bonsucesso, Brás de Pina, Cordovil, Manguinhos, Olaria, Parada de Lucas, Penha, Penha Circular, Ramose Vigário Geral. A estrela que representa Ramos fica em destaque por representar o berço da escola. No seu primeiro desfile em 1960, apresentou enredo em homenagem à Academia Brasileira de Letras. Porém, apenas em 1972 ganhou notoriedade, pois o samba-enredo foi o primeiro a ser incluído em uma trilha sonora de telenovela Bandeira 2. Em 2012, outro samba - "Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós!" – foi também pioneiro ao ser o primeiro samba-enredo utilizado como tema de abertura de uma telenovela (Lado a Lado). Conquistou o primeiro tricampeonato da "era Sambódromo".

(Fonte: Wikipedia)

gres imperatriz leopoldinense
carnaval 2017 ingressos
Grande Rio Carnaval 2017
Imperatriz Leopoldinense Carnaval 2017
Unidos de Vila Isabel Carnaval 2017
Acadêmicos do Salgueiro Carnaval 2017
Beija-Flor de Nilópolis Carnaval 2017
União da Ilha do Governador Carnaval 2017
São Clemente Carnaval 2017
Mocidade Independente de Padre Miguel Carnaval 2017
Unidos da Tijuca Carnaval 2017
Portela Carnaval 2017
Mangueira Carnaval 2017
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"Me dá um dinheiro aí!"

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JUSTIFICATIVA 



A ideia básica deste desfile, que abrange alguns assuntos mais graves, é tratá-los através de metáforas ou de forma sempre bem-humorada, que aliás, faz parte de uma tradição do humor brasileiro.

O fato é que os dramas existem e estão aí plantados e, por uma hora e quinze minutos, esperamos proporcionar ao público um espetáculo leve e divertido, apesar das mazelas.

Finalizando, uma frase do cartunista Jaguar que sintetiza o nosso conceito: “está tudo tão sinistro que é preciso rir para poder respirar”.


SINOPSE


O nosso Enredo vai falar sobre o dinheiro e sua relação com o ser humano desde a sua invenção até a época atual. Ele é, sem dúvida alguma, um dos instrumentos de maior importância na vida econômica das nações e das pessoas. Para se certificar disso, bastará imaginar o que seria a vida sem dinheiro. Como poderíamos comprar e vender, receber e pagar, abastecermo-nos e economizar para o futuro, etc., se ele não existisse?

Nosso desfile começa contando duas lendas clássicas que lançam uma luz sobre a justiça e a ganância humana pelo dinheiro.

A primeira fala de Robin Hood, herói mítico inglês (séc. XII), que roubava da nobreza, que vivia da exploração do povo através de impostos e taxas extorsivas e distribuía para os pobres.

A segunda lenda conta a história do Rei Midas, que recebeu dos deuses a capacidade de transformar em ouro tudo que tocasse. A dádiva virou maldição. Até mesmo sua filha predileta foi transformada por ele em ouro.

Em seguida vamos viajar até o século VII a.C., no Reino da Lidia (Turquia atual), onde foram criadas as primeiras moedas. Depois da moeda veio o papel. Os chineses foram os primeiros a perceber a vantagem de lidar com o dinheiro na forma de documentos de papel no século X.

Em se tratando de Brasil, começamos narrando a primeira relação de troca entre os índios e descobridores em 1500: o escambo.

Somente quase dois séculos depois foi criada a Casa da Moeda da Bahia, marco da produção das primeiras moedas brasileiras, grandemente utilizadas na compra de escravos. Um capítulo hediondo de nossa história que durou quase 3 séculos.

Com a República e o progresso vieram inúmeros meios de guardar e investir dinheiro: depósitos bancários, aplicações financeiras e assim por diante. Também veio a divisão da sociedade em classes, denunciando uma enorme desigualdade de renda: poucos com muito e muitos com tão pouco.\

A chance de ascender a uma classe superior, com raríssimas exceções, é muito limitada. Como por exemplo, de forma ilícita ou por um golpe de sorte, através de um prêmio acumulado na Loteria – a roda da fortuna. Também abordamos o lado popular e bem-humorado do dinheiro com o personagem do Tio Patinhas e o cofre do porquinho.

Encerramos o desfile falando de um futuro já presente através das moedas criptográficas – um sistema de recurso digital projetado para funcionar como um meio de troca. A partir de 2010, algumas empresas em escala global começaram a aceitar Bitcoins.

E o carnaval do futuro? Desfiles intergalácticos? 
Imperatriz flutuando no espaço sideral? 
Aguardemos…


SETORIZAÇÃO

SETOR 1 – AS LENDAS

Abrimos o nosso desfile representando 2 lendas importantes que se referem diretamente ao dinheiro: Robin Hood e A Lenda de Midas.

SETOR 2 – A INVENÇÃO DO DINHEIRO

As mais antigas moedas que se conhecem foram feitas no séc. VII no Reino da Lidia (Turquia atual). Feitas de liga de ouro e prata, conhecida na época como “eletro”.

Cédulas não passam de pedaços de papel, mas são aceitas como dinheiro. O valor está no que elas representam. Os chineses foram os primeiros a lidar com o dinheiro na forma de documentos de papel.

SETOR 3 – TERRA BRA$ILI$. O DINHEIRO DO BRASIL

A história do dinheiro no Brasil começou de forma insólita logo após o descobrimento, com um fato importante para o meio circulante brasileiro: o primeiro escambo. Ao desembarcar em terra, os portugueses, num gesto amistoso, lançaram à praia um barrete vermelho, uma carapuça e um sombreiro. Os índios, imediatamente, responderam lançando um cocar de penas e um cocar de contas.

Nos períodos colonial e imperial até 1888, a economia brasileira sobrevivia através da exploração dos escravos trazidos da África e vendidos como mercadoria. Um dos  períodos mais hediondos da nossa história.

SETOR 4 – TEMPOS MODERNOS

Hoje temos à disposição inúmeros meios de guardar e investir dinheiro: depósitos bancários, aplicações financeiras, cheques, cartões de crédito, caixas automáticos, previdência privada e etc.

SETOR 5 – A RODA DA FORTUNA

A roda da fortuna vai falar sobre pessoas de origem humilde que através do talento pessoal ou da sorte conseguiram crescer na vida com sucesso financeiro.

SETOR 6 – O FOLCLORE E O DINHEIRO

Neste setor abordaremos o Tio Patinhas, o cofre do porquinho e também o dinheiro na teleficção.

SETOR 7 – DINHEIRO E CARNAVAL DO FUTURO

Em relação ao dinheiro podemos anunciar que o futuro já começou através das moedas virtuais. A mais famosa delas é o Bitcoin.

E completando esse futuro “virtual” e intergaláctico imaginamos a Imperatriz do futuro.

 

Carnavalesco: Mário Monteiro e Kaká Monteiro

*Texto divulgado à imprensa